Genevive Moreira, participante do Festival de Cultura

Na manhã de 27/11, na Praça Santos Andrade, Genevive Moreira assistia à palestra de Marcos Mandala do lado de fora da tenda Yurte, enquanto aguardava o início de uma oficina do Festival de Cultura 5 anos.

Na avaliação dela, que é mestranda do curso de Letras da UFPR, o Festival se constituiu numa “iniciativa bacana” para a cidade de Curitiba: “é um evento cultural, é gratuito, é mais aberto, não restrito a quem pode pagar”.

Sobre o que estava vendo acontecer na Santos Andrade, Genevive deixou um testemunho de esperança:

“Pode ser que uma das pessoas ali (no café-da-manhã) tenha sido tocada pelo que ele (Marcos Mandala) falou. Se isso acontecer, o Festival já pode ter valido a pena”.

Uma outra Curitiba

Larissa Marques, participante do Festival de Cultura

Perto da tenda Yurte também estava Larissa Dias Marques, igualmente esperando o início de uma oficina. Pode-se dizer que ela, acadêmica de Turismo na UFPR, já é uma veterana do Festival de Cultura, pois participou do evento em 2009. A respeito de suas expectativas para esta edição, Larissa se mostrou bastante animada: “as oficinas são bacanas e fazem com que as pessoas tenham mais acesso à cultura”.

Qual a contribuição do Festival que esperava para si mesma? “Aqui se pode aprender mais com as pessoas, discutir asssuntos, conhecer outras atividades, outras culturas”.

Já em termos de contribuições para Curitiba, segundo Larissa, o Festival se soma a outros eventos recentes: a Virada Cultural e a Corrente Cultural.

“É legal para a população conhecer diversas culturas que existem em Curitiba – Curitiba é multicultural.”

Ela ressalta a importância de participarmos dessas iniciativas, até para “fazer com que a cada ano haja mais manifestações como essas”.

Larissa, que está estudando sobre o Maracatu em relação ao Turismo, igualmente apontou outra contribuição importante do Festival: a quebra de um paradigma muito difundido sobre o “homo curitibanus”. “Curitiba não é só ‘fechada’”, defende.

Figura

Poeta Virtuoso, curioso do Festival de Cultura

Assim que terminou minha conversa com Larissa, fui interpelada pelo autointitulado Poeta Virtuoso: “você não vai tirar uma foto minha?”

E o que ele buscava ali na Praça?

“Estava procurando um lugar para parar e refletir, não encontrei antes um bom lugar para falar sobre Cultura, e aqui me senti à vontade”.

#festival5anoswin

“Esse material (texto e fotos) foi produzido por  Jaciara Carneiro, profissional de Comunicação Institucional e Marketing Empresarial, e faz parte da Comunicação Compartilhada do Festival de Cultura 5 anos. A iniciativa consiste no entendimento da comunicação como ação política e não apenas como canal de circulação de informações. Trata-se de um processo de interpretação da realidade desenvolvido colaborativamente em contraposição à lógica competitiva da mídia de massas. Para saber mais, acesse:cc.nosdarede.org.br.”

Ton e Bel, do grupo Bambuzero, conquistaram novos fãs em sua apresentação no Festival de Cultura 5 anos, realizada na tarde de 27/11, no palco principal da Praça Santos Andrade. É o que se comprova pelos cumprimentos efusivos recebidos pelo casal após o show, enquanto Ton falava ao blog da Comunicação Compartilhada.

Pífanos

O público encantado pelo Bambuzero pode se dizer adepto de uma nova vertente da tradição musical dos pífanos, instrumentos originários da Europa que hoje são conhecidos dos brasileiros devido, sobretudo, ao trabalho de músicos nordestinos, como é o caso da notória Banda de Pífanos de Caruaru.

Pifes mudernos

Inicialmente concentrada na região Nordeste, a cena dos pífanos ganhou o Distrito Federal, com artistas como Mestre Zé do Pife e as Juvelinas; Minas Gerais, onde está o Cataventoré; e São Paulo, de onde veio o Bambuzero.

Radicado em Campinas, o grupo é representante de um movimento iniciado pelo músico carioca Carlos Malta, com a banda Pif Muderno (assim mesmo, com “u”). De acordo com Ton, a onda encabeçada pelo Pif Muderno “traz a cultura do pífano com harmonização, letra, violão e bateria”. Bel também atua em outro grupo dessa nova corrente, o Flautins Matuá.

Um diferencial do Bambuzero é que os músicos confeccionam seus próprios pífanos, que vendem após os shows. Ton igualmente nos explicou como se dá o “nascimento” desses instrumentos.

Do bambu ao pífano

Ton explica que a manufatura do pífano respeita as fases da lua, que regem a nutrição das plantas: na lua Minguante, a seiva dos vegetais “desce” e estes não se alimentam; na Cheia, a planta está plenamente nutrida e, em consequência, repleta de energia . Por isso, o músico afirma que o bambu nunca deve ser colhido nessa fase lunar: “se cortada na lua Cheia, a planta racha e atrai broca” – o que é especialmente fácil de acontecer com a espécie utilizada por Ton, oBambusa vulgaris, “bastante vulnerável a bicho”.

Para confeccionar seus pífanos, Ton segue todo um ritual:

1. Os bambus são colhidos no primeiro dia da lua Nova e ficam de um a dois dias em repouso.

2. A fim de se retirar a matéria orgânica (amido) de seu interior, os bambus são imersos em água. Ton afirma que o ideal é que sejam tratados em água corrente – no rio ou numa nascente, como é o caso dos pífanos do Bambuzero. Ali permanecem por 40 dias ou três luas-novas.

3. Os bambus são retirados da água e limpos. “Sai uma capa de matéria orgânica de dentro deles”, afirma Ton.

Vista das pontas dos pífanos

4. “Modelam-se” os pífanos, com todo cuidado para que se alcance uma afinação perfeita. As extremidades dos bambus são fechadas com rolha de madeira (como no pífano à esquerda, na foto acima). Outra opção de vedação é cortar o bambu após o nó da planta (como no pífano à direita, na mesma foto).

Faça você mesmo

Em 4 e 5/12, Bel e Ton vão ministrar uma Oficina de Pífanos na Chácara do Sol, em Morretes (PR). Você está convidado a participar. Informações, aqui.

”Esse material (texto e fotos) foi produzido por  Jaciara Carneiro, profissional de Comunicação Institucional e Marketing Empresarial, e faz parte da Comunicação Compartilhada do Festival de Cultura 5 anos. A iniciativa consiste no entendimento da comunicação como ação política e não apenas como canal de circulação de informações. Trata-se de um processo de interpretação da realidade desenvolvido colaborativamente em contraposição à lógica competitiva da mídia de massas. Para saber mais, acesse:cc.nosdarede.org.br.”

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Papiguá ou Gildo da Silva, Maestro do Coral Guarany fala sobre a presença dos indígenas da tribo Guarany no Festival e dos trabalhos desenvolvidos pela tribo.

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O Guilherme foi um dos responsáveis pela presença dos índios da tribo Guarany no Festival de Cultura.

Saiba mais sobre a relação dele com a tribo ouvindo a entrevista (dividida em duas partes) realizada durante a apresentação do Coral Guarany.

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Fotos: Tatiana Stock

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Confira aqui um pequeno áudio da apresentação do Coral Guarany que se apresentou no palco principal da Praça Santos Andrade.

por: Rosângela ‘nina’Araújo

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Fotos: Tatiana Stock

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Durante a apresentação do Coral Guarany, em meio ao público que assistia, Deisi Campos, espectadora estava muito emocionada e por conta desse momento foi entrevistada.

por: Rosângela ‘nina’Araújo

Oficina desperta som e poesia a partir do toque

Tatiana Stock

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Com uma mescla de som orgânico e poesia, o laboratório do sensível, oficina ministrada pelo músico e compositor João Mendes Rio, despertou nos participantes do Festival de Cultura estímulos sonoros a partir do contato corporal.

“O objetivo foi alcançado, despertamos a música de cada um sem a utilização de instrumentos tradicionais”, explica Mendes. Com jogos de estímulos sonoros, o músico fez com que a música individual transformasse a tenda tipi em uma orquestra orgânica espontânea.

Na segunda etapa da oficina, Mendes trouxe a tona a poesia. “Foi muito gratificante para mim e para todos os participantes, criamos diferentes poemas e sons únicos”, reflete o compositor.

Mendes está na estrada musical há 30 anos, com três discos gravados, sendo que o mais recente é “Caminho de Rio”, que pode ser encontrado em seu site: www.myspace.com/joaomendesdiminas

Foto: Tatiana Stock

Sobre a Comunicação Compartilhada

Durante o Festival, além de você curtir apresentações culturais, pode também produzir conteúdo midiático a respeito. Aqui você tem voz, não precisa de intermediário! Jornalista ou não, você pode colocar sua opinião e participar da cobertura do Festival. São três laboratórios de vídeo, áudio e texto, que estão disponíveis para aqueles que querem construir colaborativamente as notícias. Para participar é só chegar. Conheça abaixo os locais e as pessoas que já estão envolvidas. Entre em contato e venha dar sua mensagem!

Fotos do Festival de Cultura

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