In: Notícias
20 nov 2009
Disposição para se aventurar no universo de ritmos e exercitar....
“Não é possível que este pessoal nunca tenha tocado isso (maracatu)!”, exclamou Manuela Pontes, dona de casa de 66 anos que passava pela praça Santos Andrade na tarde da sexta-feira, 20. Acontecia a Oficina de Ritmos Brasileiros, ministrada pelo jovem professor Caio Guimarães, auxiliado pela professora de capoeira Meia Lua.
Os transeuntes passavam, olhavam e perguntavam. Enquanto isso Caio dava as instruções aos que já integravam a roda e Meia Lua ensinava os princípios da dança. “A primeira utilização da caixa foi na guerra”, inicia Caio. Segundo ele, o tocador de caixa vinha à frente dos exércitos e tinha dupla função: marcar o passo e animar os combatentes.

.... a musicalidade que acompanha os brasileiros
Mas o fato de ir à frente não significava que seria o primeiro a cair: o inimigo não mirava no caixeiro, pois era considerado uma covardia e uma ofensa. Até na guerra havia ética.
Os instrumentos: ajbê = cabaça recoberta por uma trama de contas que produz um som característico e arrastado; gongue = chocalhos de metal; alfaia = tambor muito singular que faz a marcação de fundo; ganzá = instrumento de metal que impõe o ritmo padrão.
Após poucos minutos de “ensaio”, o grupo já reproduzia um sonoro e ritmado som, já encantando os passantes e que causou a exclamação da senhora citada no início deste texto. Tal sincronismo é fruto, com certeza, de ancestralidade e musicalidade natos, comum a todos os brasileiros.
“Este material produzido por Mônica Kimura, Assessora de Imprensa do Progama Cultura Viva, do MinC, e faz parte da Comunicação Compartilhada do Festival de Cultura do Paraná. A iniciativa consiste no entendimento da comunicação como ação política e não apenas como canal de circulação de informações. Trata-se de um proceso de interpretação da realidade desenvolvido colaborativamente em contraposição à lógica competitiva da mídia de massas. Para saber mais, acesse: cc.nosdarede.org.br”
Durante o Festival, além de você curtir apresentações culturais, pode também produzir conteúdo midiático a respeito. Aqui você tem voz, não precisa de intermediário! Jornalista ou não, você pode colocar sua opinião e participar da cobertura do Festival. São três laboratórios de vídeo, áudio e texto, que estão disponíveis para aqueles que querem construir colaborativamente as notícias. Para participar é só chegar. Conheça abaixo os locais e as pessoas que já estão envolvidas. Entre em contato e venha dar sua mensagem!
`
Comments are closed.