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21 nov 2009No último dia do Festival de Cultura, a apresentação do grupo Omundô fez com que todos os espectadores tivessem a sensação de viajar por várias partes do mundo, sem sair da praça Santos Andrade. O grupo, constituído por alunos da Faculdade de Artes do Paraná, faz parte do projeto Música dos Povos, uma iniciativa dos professores Plínio Silva e Liani Guariente.
“Pesquisamos temas musicais de todas as partes do mundo, como forma de ensinar um pouco da cultura de outros países”, define Karla Izidro, uma das vocais. A cada nova interpretação, entre melodias macedônicas, alemãs, norte-americanas e búlgaras, a Santos Andrade deu a volta ao mundo e pôde conhecer aspectos culturais de territórios antes desconhecidos. “Nunca ouvi falar da Eritréia, e depois dessa canção, fiquei com vontade de conhecer”, diz a estudante Glória Lima, uma das espectadoras.
Os temas, musicais e vocais, são apresentados em conjunto com perfeita harmonia entre os músicos do grupo. O violino e o violão sonorizavam um ritmo compassado enquanto a flauta doce estabelecia um contraste agudo, denunciando a ótima preparação do Omundô. Nos vocais, trechos vocais como “dorrédorré” e “kaiuani kaiuê”, no idioma dos seus respectivos países, evidenciam a preocupação do grupo em preservar todas as características originais da cultura que expõem. “Imagino a Escócia assim, bem animada”, afirma a farmacêutica Clarice Barancelli, da plateia, após a apresentação de um entusiasmado hino escocês.
O grupo Omundô se destaca por fugir do padrão preestabelecido pela indústria cultural. Longe do lugar-comum, das letras vazias, das notas musicais clichês, o Projeto Música dos Povos conseguiu criar um grupo realmente voltado para a cultura genuína e o folclore de raiz. Cerca de 90 alunos da FAP já passaram pelo projeto que um público vasto e diversificado, unido pela característica em comum de apreciar repertórios culturais que valorizem os aspectos étnicos e próprios de cada povo.
“Texto produzido por Carolina Goetten, de Curitiba, estudante de jornalismo da UFPR. Este material faz parte da Comunicação Compartilhada do Festival de Cultura do Paraná. A iniciativa consiste no entendimento da comunicação como ação política e não apenas como canal de circulação de informações. Trata-se de um proceso de interpretação da realidade desenvolvido colaborativamente em contraposição à lógica competitiva da mídia de massas. Para saber mais, acesse: cc.nosdarede.org.br”
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