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Vista da bancada de Alimentação Viva

Os princípios da Alimentação Viva também tiveram vez no Festival de Cultura 5  anos. Utilizando uma pequena bancada na Praça Santos Andrade, Angelo Prestes, educador ambiental e culinarista de Alimentação Viva, mostrou o modo de fabricação de uma iguaria do gênero, os pães essênios.

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A bancada, à disposição de quem passou pela Santos Andrade

Provavelmente você já ouviu falar nos essênios, seita judaica que viveu em muitos lugares, incluindo Israel, de 150 A.C. até 70 D.C, aproximadamente. Os Evangelhos Apócrifos, não reconhecidos pela Igreja Católica, dão conta de que Jesus Cristo era essênio. A seita praticava o vegetarianismo e a purificação dos alimentos, o que vai ao encontro de princípios da Alimentação Viva, que apregoa o consumo de alimentos com o máximo de energia vital.

Angelo contou, ainda, que a Alimentação Viva é uma filosofia de vida, em que se respeitam os ciclos da natureza para preparação dos alimentos e em que nós mesmos produzimos o que comemos. Conheça mais sobre o trabalho dele aqui.

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Angelo Prestes demonstrou o sabor do grão de trigo com iogurte

Quer saber a receita deste alimento que provavelmente fez parte do cardápio da Última Ceia? Nós a mostramos pra você!

O paladar milenar dos pães essênios

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A base do pão essênio é o grão de trigo, desse que a gente come em saladas.

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1. Encha um pote de conservas com os grãos e água, para o trigo germinar e amolecer. Deixe-o em repouso de 12 horas, inclinando levemente o pote, como mostra esta foto.

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2. Escorra os grãos e passe-os por um moedor de carne. Vai se formar uma massa. Você também pode fazer como os antigos essênios e obter a massa a partir da moagem dos grãos com pedras (o que até os expositores da bancada da Praça, os quais têm prática no preparo, consideram difícil).

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3. Para abrir a massa e lhe dar o formato de uma “fatia” de pão – ou de um pão ciabatta, por exemplo -, use uma garrafa.

4. Mais interessante é como o pão é finalizado: coloca-se a massa sobre um espelho, para que desidrate. O objetivo é que o pão não seja submetido a uma temperatura superior a 40º. C, para as enzimas presentes nos grãos de trigo germinados não serem mortas. Você pode deixar a massa sobre o espelho de meia-hora até um dia inteiro, conforme sua preferência.

5. O rendimento desta receita é de umas quatro “fatias” médias de pão. Bom apetite!

“Esse material foi produzido por  Jaciara Carneiro, profissional de Comunicação Institucional e Marketing Empresarial, com fotos de Tatiana Stock, e faz parte da Comunicação Compartilhada do Festival de Cultura 5 anos. A iniciativa consiste no entendimento da comunicação como ação política e não apenas como canal de circulação de informações. Trata-se de um processo de interpretação da realidade desenvolvido colaborativamente em contraposição à lógica competitiva da mídia de massas. Para saber mais, acesse:cc.nosdarede.org.br.”

A tradição indiana nos conta que as formas geométricas atuam no nosso subconsciente, assim como independentemente do nosso conhecimento sobre fisiologia, a digestão dos alimentos se dará espontaneamente. Nesse sentido, a forma do quadrado está associada à dimensão da matéria, o triângulo à dimensão da mente e o círculo, por sua vez, é associado à dimensão espiritual. Todas as dimensões atuam juntas e são complementares. Nesse sentido, as moradoras circulares, conhecimentos das tradições de diversos povos ancestrais, têm o poder de canalização do fluxo energético espiritual.

geodésica

geodésica

A geodésica é uma morada circular mais recente, cujo referencial atual é o estadunidense Richard Buckminster Fuller, autor do livro “Manual de operação da espaçonave Terra” e também construtor das maiores geodésicas que existem no Planeta.

tipi

tipi

O tipi é original dos povos da América do Norte. Ao construir uma morada circular é importante levar em conta que uma parte receberá luz e calor mais do que a outra. O posicionamento, portanto, deve levar em conta a direção do Astro Sol.

yurte ou yurta

yurte ou yurta

Original da tradição mongol, o yurte é uma das moradas mais versáteis e eficientes em termos de montagem e desmontagem. Assim, é possível desmontá-la e, com pouco peso, transportá-la. A forma geométrica base é o losango e o telhado é feito por meio de vigamento recíproco, de tal forma que um bambu sustenta o outro.

Mandala, Espelho Planetário

Mandala, Espelho Planetário

A possibilidade de construção da própria casa, para a qual podemos beber na fonte de tantas tradições milenares, consiste em um feito muito importante para a evolução do ser humano, o qual o prepara para receber novos aprendizados. Esses valiosos ensinamentos foram transmitidos de Mandala para Dandara, quem agora os compartilha com todos os corações atentos.

MORADAS CIRCULARES – PARTE DE UM CÍRCULO MAIOR
Por Jaciara

Bandeira da Paz sobre a tenda Yurte

Bandeira da Paz sobre a tenda Yurte

As moradas circulares que foram montadas na Praça Santos Andrade para abrigar atividades do Festival de Cultura 5 anos são como vitrines de uma proposta fora do convencional: a Autoconstrutividade.

Como o nome sugere, trata-se de uma iniciativa em que as pessoas constroem suas próprias casas, utilizando conhecimentos de defesa próprios das tribos, os quais a sociedade moderna – imersa em uma cultura de artificialização – não pratica.

A tenda Tipi lembra uma construção indígena norte-americana

Tenda Tipi, modelo vindo dos índios dos EUA

Um dos conceitos-chave da Autoconstrutividade é fazer com que as pessoas abdiquem de casas em formato quadrado ou retangular, que reforça o individualismo.  A ideia é que edifiquemos nossas moradas em formas geométricas que promovam a convivência em grupo, principalmente o círculo (comum às ocas, moradias tradicionais dos indígenas brasileiros, e aos iglus, habitações típicas dos esquimós norte-americanos, para citar dois exemplos).

“Nossa proposta não é substituir o quadrado pelo círculo, é questionar também: por que não outras formas de construir?”, enfatiza o educador Marcos Mandala, principal promotor da Autoconstrutividade no Paraná.

Casa Yurte

A casa Yurte

Apesar de se basear na construção da casa com as próprias mãos,  empregando-se materiais alternativos,  Mandala enfatiza que a Autoconstrutividade  não deve ser confundida com favelização: “a Autoconstrutividade  tem por objetivo o aumento da perspectiva de vida das pessoas, trazendo a elas um pouco mais de conforto”.

Marcos Mandala já está erguendo sua segunda casa sob o princípio da Autoconstrutividade. A primeira delas foi em forma de heptágono; a que está em construção, é um eneágono. A construção da nova morada, aliás, tem lugar em uma escola técnica industrial localizada em Araucária (PR), a Fundacen.

Estrutura de uma morada circular: sim, é de bambu

Estrutura de uma morada circular: sim, é de bambu

O construtor explica que a instituição “abriu os olhos para as comunidades indígenas e quilombolas” e, assim, iniciou um curso de Autoconstrutividade, voltado ao envolvimento não só de estudantes, como também de seus familiares e da comunidade  de entorno.  A nova casa de Mandala será o primeiro resultado mais visível desse projeto.

Bioconstrutora

Além de abrigar atividades do Festival de Cultura, as casas circulares erigidas temporariamente na Praça Santos Andrade servem de amostra de outra iniciativa de Marcos Mandala, a Bioconstrutora Velatropa. O nome da organização – que vem,  justamente, de “velar pela tropa” – sugere o cuidado, a atenção de uma pessoa com a outra. Essa atenção é voltada à conquista de uma sinergia que, nas palavras de Mandala, acontece quando uma comunidade atinge um “padrão de felicidade e satisfação mútua”.

A Velatropa vem atuando há cinco anos. Segundo seu fundador, hoje trabalham na bioconstrutora 30 jovens que “estão vibrando com os projetos”. O mais conhecido destes é a Casa Mago Kintao, em Curitiba, cuja construção levou quatro anos e meio. Trata-se de um espaço cultural onde se exercitam princípios do Calendário da Paz.

Autoconstrutividade, eu e você

Autoconstrutividade é para a gente

Autoconstrutividade é para a gente

E por que eu, você, a sociedade de que participamos, deveríamos difundir a Autoconstrutividade? Marcos Mandala nos aponta um motivo desconcertante:

“Uma pessoa que mora “no círculo” é estimulada a pensar que ela é do planeta – ela recebe um estímulo para a espiritualidade. Uma pessoa que mora “no quadrado” crê que o planeta é um pedaço desse quadrado – ela é estimulada a ser uma pessoa competitiva, insegura.”

A Autoconstrutividade nos mostra, enfim, que a história do “cada um no seu quadrado” gera tanto o individualismo, como a infelicidade decorrente dele.

Que tal sairmos dos nossos quadrados e prestarmos mais atenção nas tendas que, ainda que simbolicamente, podemos construir para acolher e manter protegidas, junto de nós, as pessoas ao nosso redor?

“Esse material foi produzido por Dandara Damas, Lua Ressonante, e Jaciara Carneiro, profissional de Comunicação Institucional e Marketing Empresarial, com fotos dela e de Tatiana Stock, e faz parte da Comunicação Compartilhada do Festival de Cultura 5 anos. A iniciativa consiste no entendimento da comunicação como ação política e não apenas como canal de circulação de informações. Trata-se de um processo de interpretação da realidade desenvolvido colaborativamente em contraposição à lógica competitiva da mídia de massas. Para saber mais, acesse: cc.nosdarede.org.br.”

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Entrevista com o Gregório manipulador de bonecos do Grupo Teatral Auto Peças.

“Esse material foi produzido por Rosângela ‘nina’ Araújo, consultora de design social e sustentável da Tertúlia Produções Culturais, Vice presidente do Instituto Diamante Verde, e faz parte da Comunicação Compartilhada do Festival de Cultura 5 anos. A iniciativa consiste no entendimento da comunicação como ação política e não apenas como canal de circulação de informações. Trata-se de um processo de interpretação da realidade desenvolvido colaborativamente em contraposição à lógica competitiva da mídia de massas. Para saber mais, acesse: cc.nosdarede.org.br.”

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Fotos: Tatiana Stock

Por um ideal

In: foto

27 nov 2010

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Fotos: Tatiana Stock

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Fotos: Tatiana Stock

Yoga

In: foto

27 nov 2010

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Fotos: Tatiana Stock


Jaciara Carneiro_Festival de Cultura_Marcos Mandala e músico

Café-da-manhã começou com música

O segundo dia do Festival de Cultura 5 anos teve início em um café-da-manhã com o educador Marcos Mandala. Ele recebeu os participantes na tenda Yurte, espaço colorido e aconchegante montado na Praça Santos Andrade, em que foram ofertados e compartilhados alimentos.

Festival de Cultura_Café-da-manhã

Gostoso, despojado e fraternal - assim foi o café-da-manhã

A atividade teve como pano de fundo o SiTzolkin, matriz da cultura maia que estrutura os diferentes tipos de energia que se manifestam no universo e representam a chamada “memória do planeta”, comum a todos os humanos.

Jaciara Carneiro_Festival de Cultura_Tzolkin

Para quem não conhece: ao fundo, "prazer", este é o Tzolkin

O facilitador  Mandala trouxe ao círculo de comensais do café-da-manhã um apelo à vivência de uma cultura de paz. Falando sobre uma nova era, que vai se iniciar entre 2012 e 2013, ele lembrou a todos que somos um “liquidificador de raças”, além de uma antena que expressa o amor.

Marcos Mandala em ação

Marcos Mandala em ação

Essa “antena de amor” se retroalimenta com a inspiração. Nesse processo, a inspiração, por sua vez, se manifesta espontânea e literalmente com o amor, formando um ciclo em que um depende do outro. Os suspiros de uma pessoa apaixonada, por exemplo, são a manifestação física da vibração do amor.


Cultura da Paz também é coisa de criança

Cultura da Paz também é assunto de criança

Para reverberar esse amor, Marcos Mandala conclamou a todos para que alimentem o pensamento, de forma também a gerar uma energia essencial para o organismo, o ser e o planeta.

Houve quem parou para olhar e ficou

Houve quem parou para olhar e ficou

Marcos igualmente lembrou aos participantes a importância da unidade – um dos temas deste Festival de Cultura – para que possamos aprender uns com os outros e, assim, evoluir. Essa unidade começa, sobretudo, com a inclusão.

“Não devemos excluir pessoa alguma, porque quando excluímos alguém, nós é que separamos da pessoa – e essa pessoa pode ser o mestre desse momento. Não descarte ninguém” – ensinou Mandala.

Celebração é prática recorrente em uma cultura de paz

Celebrar, juntos, é prática recorrente em uma cultura de paz

Após uma breve celebração do encontro, em que todos se deram as mãos, os participantes do café-da-manhã se espalharam pela Praça Santos Andrade, repletos da inspiração gerada pelo amor manifestado e compartilhado na tenda Yurte.

“Esse material (texto e fotos) foi produzido por Jaciara Carneiro, profissional de Comunicação Institucional e Marketing Empresarial, com fotos dela e de Gilvaldo, e faz parte da Comunicação Compartilhada do Festival de Cultura 5 anos. A iniciativa consiste no entendimento da comunicação como ação política e não apenas como canal de circulação de informações. Trata-se de um processo de interpretação da realidade desenvolvido colaborativamente em contraposição à lógica competitiva da mídia de massas. Para saber mais, acesse:cc.nosdarede.org.br.”

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Segue o audio com a programação de hoje, sábado dia 27 na Praça Santos Andrade.

Venha participar das oficinas.

“Esse material foi produzido por Rosângela ‘nina’ Araújo, consultora de design social e sustentável da Tertúlia Produções Culturais, Vice presidente do Instituto Diamante Verde, e faz parte da Comunicação Compartilhada do Festival de Cultura 5 anos. A iniciativa consiste no entendimento da comunicação como ação política e não apenas como canal de circulação de informações. Trata-se de um processo de interpretação da realidade desenvolvido colaborativamente em contraposição à lógica competitiva da mídia de massas. Para saber mais, acesse: cc.nosdarede.org.br.”

O dia 25 de novembro de 2010 foi marcante não só para os santarenos, mas para toda a Pan-Amazônia, pois se iniciou o V Fórum Social Pan-Amazônico. Um evento de extrema importância para os sul-americanos que se reúnem em ideias intimamente ligadas ao uso consciente dos recursos naturais da floresta e, consequentemente, o respeito dos povos que nela habitam.

Em frente ao parque Municipal, todos aqueles que se intitulam defensores do bem comum se aglomeraram para o grande cortejo pelas ruas santarenas. O rito de abertura promovido pelos índios Wai Wai deu as boas-vindas aos demais povos oriundos de uma América do Sul explorada pelos primeiros mundos. Wai Wai e Munduruku constituíam uma parcela dos povos indígenas ávidos por respeito e justiça.

Já nas ruas santarenas era de se perceber o quanto o mundo necessita de consertos, sobretudo, a Amazônia que há tempos vem sofrendo as torturas causadas pelo homem. Um grupo de pessoas fazia ouvir: “um, dois, três, quatro, cinco mil. Ou para Belo Monte ou paramos o Brasil.” Em consonância com o protesto sobre a construção da Usina de Belo Monte, a trágica representação da morte simbolizava a previsível consequência dos grandes projetos aqui implantados.

Adiante, organizações quilombolas de Santarém e de Belém exigiam respeito à sua cultura, da mesma forma como um grupo de mulheres negras vestidas de acordo com os seus costumes se faziam exibir lindamente ao mesmo tempo em que representavam o estigma dos negros africanos escravizados no Brasil.

O cortejo pan-amazônico prosseguiu ritmado pela banda de fanfarra Afro- -Amazônida da comunidade de Mumumuru (Santarém). E nesse ritmo, a mistura de pensamentos que, num momento, elucidavam o direito à terra representado nos mártires da história como a Irmã Dorothy Stang, noutro, o pedido a uma reforma urbana com direito a transporte público de qualidade, davam corpo à caminhada.

A orla da cidade, especificamente em frente ao museu João Fona, foi o local que ocorreu a culminância da abertura do V Fórum Social Pan-Amazônico. Ali, todos formaram um só corpo que andou em direção única: à defesa dos povos da floresta e de todos aqueles que dela dependem.

Colaboraram neste artigo: Thiago Rodrigues e Vanessa Silva

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Fotos do Festival de Cultura

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