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	<title>Comunicação Compartilhada Festival de Cultura do Paraná &#187; debate</title>
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		<title>Direitos autorais e economia da cultura</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 21:48:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nós da Rede</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[debate]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_746" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-746" src="http://cc.nosdarede.org.br/files/2009/11/Debate-MPB-Ivan-300x200.jpg" alt="Ivan Gama" width="300" height="200" /><p class="wp-caption-text">Artistas e públicos reunidos para debater assuntos e interesses comuns</p></div>
<p>Quem disse que artistas e público só se encontram em apresentações culturais? Na tarde deste sábado (21/11) cinzento, no palco da Reitoria da UFPR, ficou evidente que sociedade e produtores culturais têm muito a dialogar, assim como interesses afins para além do resultado material do trabalho. Durante o debate <strong><em>&#8220;Cultura Livre: Direitos Autorais e o Movimento Música Para Baixar&#8221;</em></strong> houve a oportunidade de discutir a lógica hegemônica da economia da cultura e novas formas de organização que permitam uma relação distinta entre consumidores e produtores. Para compor o time de debatedores foram convidados os músicos Raphael Morais (Banda Nuvens),  Nani Barbosa, Ju Fiorezi e Fábio Raesh (da Banda Eu, Você e Maria) e DJ Manolo.</p>
<p>A conversa teve início num tom despretensioso, com uma breve apresentação do <strong><em>Música Para Baixar (MPB),</em></strong> mas o interesse despertado pelo tema arrastou para a mesa de discussões uma série de outras questões, como a arrecadação dos direitos autorais e o papel do <em>Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição)</em>, a flexibilização de licenças e o <em>Creative Commons</em> (<a href="http://www.creativecommons.org.br/index.php?option=com_frontpage&amp;Itemid=1">veja o que é aqui</a>), a <em>Associação Brasileira de Festivais Independentes</em>, formação de público, software livre e rádios comunitárias.</p>
<div id="attachment_748" class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><img class="size-medium wp-image-748" src="http://cc.nosdarede.org.br/files/2009/11/Debate-MPB2-Ivan-200x300.jpg" alt="Rapahel" width="200" height="300" /><p class="wp-caption-text">Rapahel destacou a importância da participação de cada um para que aconteça uma mudança no processo</p></div>
<p>Raphael defende a participação responsável das pessoas para que aconteça uma mudança na realidade atual. &#8220;Cada um de nós é um agente cultural e tem a possibilidade de transformar a lógica da economia da cultura. O <strong><em>MPB</em></strong> vem para propor outras formas de organização da classe, para questionar o jabá (prática comum em que artistas remuneram as rádios para veicularem sua obra), lutar contra projetos vigilantistas na Internet&#8221;, afirma.</p>
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<p style="margin-bottom: 0cm">Foi consenso entre os debatedores a necessidade de preservar o reconhecimento da autoria, mas de uma forma que a sociedade também ganhe com a difusão das obras artísticas. Para Jú Fiorezi, é importante que se garanta a sustentabilidade financeira do artista, mas que agora ela não ocorre necessariamente pelo recolhimento dos direitos autorais. &#8220;Divulgando nossa obra na internet, podemos garantir público em nossas apresentações. Os shows e a venda de CDs passam a ser fundamentais para nossa sobreviência&#8221;, aponta.</p>
<p>Nani complementa, destacando que mais do que a forma de divulgar a cultura, a própria produção está sendo alterada pelas novas tecnologias. &#8220;A produção cultural é resultado também de pesquisa, de entrar em contato com outras formas e linguagens. Com a Internet, isto se torna mais fácil, mais rápido. É, portanto, necessário que consigamos reavaliar o modo de produzir e seu status na sociedade&#8221;, acredita.</p>
<p>Fábio pontua ainda que para tranformar a cultura é central aproximar público e artista. &#8220;Ao contrário do rádio, na internet você escolhe o que quer ouvir. E, para que as pessoas cheguem até nós, é central que nos conheçam e que tenham a chance de apreciar nosso som&#8221;, afirma.</p>
<p>Embora a audiência não tenha sido a mesma a que estão acostumados em seus shows, houve interação e disposição para o diálogo entre os participantes e, ao final da atividade, até uma lista de e-mails circulou com o objetivo de ampliar o debate do <strong><em>MPB</em></strong> e, quem sabe, realizar um festival regional no Paraná, com apresentações de bandas locais e também discussões.</p>
<p align="center"><em>“Texto produzido por Rachel Bragatto, de Curitiba, do Pontão Kuai Tema. Fotos de Ivan Gama, de Curitiba, estudante da UniBrasil e integrante do grupo Midiabólicos. Este material faz parte da Comunicação Compartilhada do Festival de Cultura do Paraná. A iniciativa consiste no entendimento da comunicação como ação política e não apenas como canal de circulação de informações. Trata-se de um proceso de interpretação da realidade desenvolvido colaborativamente em contraposição à lógica competitiva da mídia de massas. Para saber mais, acesse: cc.nosdarede.org.br”</em></p>
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		<title>Representação do negro na mídia gera debate</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 19:52:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Phillipe Trindade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[debate]]></category>
		<category><![CDATA[dia da consciência negra]]></category>
		<category><![CDATA[festivaldeculturapr]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje, 20 de novembro, é o Dia da Consciência Negra. A data marca o falecimento de Zumbi dos Palmares e é dedicada à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. No Festival de Cultura do Paraná, edição 2009, alguns dos eventos são temáticos. Um deles foi o debate &#8220;A representação do negro na mídia&#8221;, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_479" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-479" src="http://cc.nosdarede.org.br/files/2009/11/20112009273-300x225.jpg" alt="Thaísa, Andressa e Paixão, da esquerda para a direita" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Thaísa, Andressa e Paixão, da esquerda para a direita</p></div>
<p style="text-align: justify">Hoje, 20 de novembro, é o Dia da Consciência Negra. A data marca o falecimento de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Zumbi_dos_Palmares" target="_blank">Zumbi dos Palmares</a> e é dedicada à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. No <strong><em>Festival de Cultura do Paraná,</em></strong> edição 2009, alguns dos eventos são temáticos. Um deles foi o debate <strong><em>&#8220;A representação do negro na mídia&#8221;</em></strong>, que contou com a participação das integrantes da <em>Rede Paranaense de Mulheres Negras</em> e também do <em>Fórum de Juventude Negra</em>, Thaís Pinhata de Souza e Andressa Ignácio e do secretário de imprensa e divulgação do <em>Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Paraná</em>, Luiz Carlos Paixão.</p>
<p style="text-align: justify">&#8220;A mídia faz um papel criminalizador do negro, principalmente do jovem&#8221;, diz Thaís, que estuda Ciências Sociais na UFPR. Ela defende que o grupo é estereotipado como violento e sofre o abuso da autoridade. &#8220;A Polícia cumpre o papel do antigo feitor. O estado é ausente na garantia dos direito de bem-estar social e excessivamente presente na repressão da criminalidade&#8221;, defende.</p>
<p style="text-align: justify">A fala de Andressa, que faz Direito na Federal, também remete aos estereótipos. &#8220;Nas novelas, principalmente, existem alguns modelos prontos: a Dona Maria, mulher negra &#8216;mãezona&#8217; e bem humorada; a empregada, sempre cômica ou submissa; e a Mulata Exportação, cujo maior objetivo é usar a sexualidade para subir na vida &#8211; sendo que o mais alto que ela se permite ir é casar com um homem branco e rico&#8221;, argumenta. Ela caracteriza isso como violência simbólica e explica que a TV brasileira segue o chamado Padrão Sueco: &#8220;O negro, nas novelas, nunca tem família. As representações fraternas são sempre de pessoas brancas, de olhos azuis e, mesmo quando pobres, bem de vida&#8221;, discorre a militante.</p>
<div id="attachment_478" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-478" src="http://cc.nosdarede.org.br/files/2009/11/20112009270-300x225.jpg" alt="Platéia ouve as considerações dos participantes" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Platéia ouve as considerações dos participantes</p></div>
<p style="text-align: justify">Paixão, por sua vez, defende que a ideologia vem da escravatura. &#8220;A mídia atua de forma a manter esse quadro e não representa a diversidade do País; nem a cultural e nem a étnica&#8221;, afirma. Ele também lembra que o Dia da Consciência Negra não é feriado nacional. &#8220;Apenas oito estados entendem o dia como feriado e em apenas quatro deles não é facultativo&#8221;. No Paraná, o deputado José Lemos (PT),  apresentou à Assembléia Legislativa o Projeto de Lei Nº 235/09, que ainda não foi votado pelo plenário da Casa.</p>
<p style="text-align: justify">&#8220;Outra invisibilização do negro é a omissão da contribuição da cultura africana à sociedade. Os egípcios eram africanos e fizeram contribuições à engenharia, agricultura, navegação, medicina etc&#8221;, lembra Paixão. Todos defenderam que não é apenas na mídia que a população negra é prejudicada. Várias pessoas que estavam na platéia colaboraram com a discussão, levantando tópicos e questionamentos. O debate, que estava programado para durar apenas uma hora, continuou por boa parte da tarde. A platéia e os convidados seguiram conversando e discutindo a representação não só dos negros, mas das minorias, não só na mídia, mas na sociedade como um todo.</p>
<p style="text-align: center"><em>“Este material foi produzido por Phillipe Trindade, estudante de Jornalismo da UFPR, e faz parte da Comunicação Compartilhada do Festival de Cultura do Paraná. A iniciativa consiste no entendimento da comunicação como ação política e não apenas como canal de circulação de informações. Trata-se de um processo de interpretação da realidade desenvolvido colaborativamente em contraposição à lógica competitiva da mídia de massas. Para saber mais, acesse: cc.nosdarede.org.br”</em></p>
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